Edgar Allan Poe
EDGAR ALLAN POE
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Edgar Allan Poe nasceu em Boston, Massachusetts nos Estados
Unidos em 19 de Janeiro de 1809, foi autor de contos, poeta, crítico literário
e editor. Teve uma vida financeira difícil por tentar fazer da escrita sua
única forma de renda - é conhecido por ser um dos primeiros escritores norte-americanos
a fazer isso -. Nasceu com o nome de Edgar Poe, quando ainda era muito jovem - logo após seu pai abandonar a família - sua mãe morreu e o menino acabou sendo adotado por um casal cujo sobrenome era “Allan”, assim recebeu seu outro sobrenome. Poe iniciou sua carreira com a publicação
de uma coletânea anônima de poemas em 1827 chamada “Tamerlane and Other Poems”, e só em 1845 lançaria seu poema mais famoso “The Raven”. Em 7 de outubro de 1849 aos 40 anos, morreu de causa misteriosa, sua morte diversas vezes é atribuída ao excesso
de drogas, à tuberculose ou à doenças cardiovasculares.
Suas obras são conhecidas
por terem tons misteriosos, macabros que muitas vezes geram terror e/ou
inquietação no leitor. Em contos como “O gato preto”, “O barril de amontillado”
e “O coração denunciador”, o autor aborda o tema do assassinato de uma forma muito
peculiar: os assassinos não tem um motivo que pareça ser forte o suficiente
para cometer o assassinato, assim como esses motivos apresentados não são,
geralmente, abordados na literatura. A sanidade mental das personagens
principais também é muito questionável, todas parecem sofrer de algum distúrbio,
inclusive, no primeiro parágrafo de “O gato preto”, o narrador anuncia que não é
louco, da mesma forma em “O coração denunciador” o narrador inicia o texto com a
seguinte frase: “Com efeito! - nervoso - tenho andado terrivelmente nervoso,
ando com os nervos à flor da pele; mas por que insistis que estou louco?”, ora,
quem não é louco não precisa avisar e, na maioria das vezes, os outros não o assumirão
como tal. Outra característica de certos contos de Poe é o tema investigativo,
muitos deles contém um detetive que demonstrará, detalhadamente, a solução de
um grande mistério como em: “O escaravelho de ouro”, “A carta roubada” e “Os
assassinatos da Rue Morgue”, pode-se dizer que Edgar Allan Poe foi o inventor
desse tipo de narrativa, essa explicação detalhada de problemas que,
aparentemente, não têm solução, demonstram todo o requinte que o autor
tinha ao escrever. A escrita perfeccionista de Poe é perceptível em todas suas
obras, contos como “O poço e o pêndulo”, “Uma descida no Maelström” e “A queda
da Casa de Usher” - assim como em todos já citados - consegue fazer o leitor
viver, tanto durante a leitura quanto depois dela, no universo proposto. Suas
descrições são muito detalhadas e de uma perfeição no uso das palavras que
encanta dos mais aos menos apaixonados por literatura. Poe, talvez seja o autor
perfeito para introduzir a literatura na vida de alguém, seu texto - de uma
forma muito, muito bem escrita - gera emoção, inquietação, surpresa, catarse e
crises existenciais, uma das melhores formas para apresentar o poder da literatura
na vida de uma pessoa.